sexta-feira, 21 de julho de 2017

Tempo teu que nos foi tão breve...


Prof. António Neto, in memoriam.
(Imagem no FB).


Tempo teu que nos foi tão breve...


Tempo teu que nos foi tão breve...
Marcos da passagem, de lutas, de partilhas...
Uma canção te embalando te leve!

Te embalando te leve
te deixando como em cante,
no ar um sorriso leve...


José Rodrigues Dias, 2017-07-21


http://www.uevora.pt/media_informacoes/noticias/(item)/22790

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Rua dos Mercadores




Rua dos Mercadores


Chegar e por esta rua ficar,
até um dia, ficando, mais abaixo e acima, e pelo meio,
e, hoje, regressar e lembrar...

Dormir, primeiro,
aprender e ensinar, fórmulas, números, depois, sempre,
bits, bytes, tantos...

As mãos dadas,
sim, também,
certa a passada...

E quanta lembrança boa...
Pedras... Não me lembro... Talvez as da calçada...
O caminho não foi à toa...


José Rodrigues Dias, 2017-07-11

terça-feira, 18 de julho de 2017

A luz vista




A luz vista


O que fazer do sexto livro de Poesia?
Que farei, que irei fazer?
Sim, o ponto de partida para o sétimo...


José Rodrigues Dias, 2017-07-18

Quase pranto




Quase pranto


Flores de um viço branco,
o aloendro desafiando o mar,
uma neblina, quase pranto...


José Rodrigues Dias, 2017-07-16

sábado, 15 de julho de 2017

Dalém e daquém-mar




Dalém e daquém-mar


Triste, fico a meditar,
chegam tristes as notícias
dalém e daquém-mar...

Que coisa esta,
que gente ainda somos,
que nos resta?!...

Em cada fala se fala de outra coisa,
chamas, armas sem tempo, vil o metal, inocentes, culpados,
tempo de uma coisa em cada loisa...

Que coisa,
que coisa resta?
Que coisa!


José Rodrigues Dias, 2017-07-13

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Xila


Imagem da Net.
A propósito da Revolução Francesa (hoje, 14 de Julho), 
do meu segundo livro.


Xila


Paris em Maio,
Revolução enfurecida levada impensada
De rua em praça e de praça em rua,
Tão dura e ingénua, tão pura e nua!

De andaime em andaime trepada, em bâtiment,
Mãe franzina, rija, exilada,
Mãe de criança em creche guardada,
Bandeira de sangue deixada no alto, posição bem marcada,
Bandeira por mãe franzina e rija em bâtiment içada,
Em Paris em Maio, bem no alto e bem desfraldada!

Com a terna criança em creche ao fundo,
A força imparável de novo futuro mundo
Em bandeira de sangue jorrado de esperança,
Em amanhecer em dia de fantasia e confiança!

Mares de multidões sempre a rugir,
Sem parar, sem pensar, sem ouvir,
Com marcas de selva de grupo a agir!

Companheiro sorvido em multidões em revoltados mares,
Quase só, sem quase em cama amar,
Com dispersos, loucos e gemidos amares,
Em andares com pouco dormir por muito andar,
Com pesadelos de tortura em mistura com sorriso liberto
De criança nascida de Homem Novo em outros doces ares!

Novos senhores do Mundo, em Maio, Companheiros sonhadores,
Estudantes que ensinam e trabalhadores que aprendem
Em Sorbonnes fechadas em Quartiers Latin em renascidas alvoradas.

Gritos em Nanterre, em bidonvilles, noutros, em outros lugares.

Marx, Lenine e Trotsky na ponta de línguas convictas,
Puras ou adulteradas, como armas usadas bem afiadas.

Em fuga de rua ou praça,
Pedras arrancadas em massa,
Rápidas balas arremessadas.

Organizações perdidas,
Desfeitas e refeitas ao sabor de cada revoltado mar,
Perdidas em ondas incontroladas,
Em movimentos de águas inesperadas,
Com controleiros e infiltrados desfeitos em nada,
Em cada onda de cada alterado mar!

Velhos sonhadores,
Companheiros,
Novos senhores,
Sonhadores!

Xila, voltavas?
Voltava, voltava!
Se voltava, Companheiros!


José Rodrigues Dias, Traçados Sobre Nós, Chiado Editora, 2011.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Poemas em tercetos - a contracapa



Poemas em tercetos
simétricos, diarísticos
(Janeiro a Março, 2017)


A contracapa do livro

Sexto livro de Poesia,
o primeiro em registo diarístico
(Janeiro a Março de 2017),
como se nova experiência
na passagem de fórmulas para versos…

Noventa e seis poemas,
duzentos e cinquenta e três tercetos
simétricos,
o segundo verso como eixo
(de uma simetria não métrica, 
geométrica aqui, perfeita ou quase,
diferente o olhar…).

Por publicar em papel,
quase tudo de um todo imenso,
diarístico,
dos anos de 2012 a 2016 (inclusive),
para além de alguns poemas anteriores,
 quase já perdidos…


José Rodrigues Dias, 2017-07-13

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Poemas em tercetos




Poemas em tercetos simétricos, diarísticos 
(Janeiro a Março, 2017)


A capa...
Livro de Poesia (próxima semana)...
O sexto...


José Rodrigues Dias, 2017-07-12

terça-feira, 11 de julho de 2017

Num relvado de jardim





Num relvado de jardim


Um jornal eu comprando 
e ele falando de armas fugidas
e esta ali se encontrando...

Velho talvez já demais
só empatando o canhão estaria
lá por aqueles arsenais...

Peça de guerra,
o velho canhão, ou lá o que é,
clamando: Paz!


José Rodrigues Dias, 2017-07-11