segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Das fomes ao pão, da palavra à acção




Das fomes ao pão, da palavra à acção 


Vermelha ou não,
pela tua palavra de acção,
das fomes ao pão...

Tomai e comei,
este é o pão da boca, levantados todos do chão!
Da sede, bebei...

E agora jaz 
deitado teu corpo coberto de bordados de obrigado!
Vai em paz!

Teu corpo vai morto,
emérito
teu espírito fica vivo!


José Rodrigues Dias, 2017-09-24

domingo, 24 de setembro de 2017

Bom dia, Amigos




Bom dia, Amigos


O cimo olhando,
o corpo direito de gente de bem,
a Luz a guiando...

Ainda que muito pequeninas,
eu gosto de todas as flores do caminho,
mesmo que de ervas daninhas...

A que agora trago e te ofereço, o olhar terno,
desta manhã a imagem colhida, o Sol é testemunha,
é de um branco de neve mui tépido, fraterno...


José Rodrigues Dias, 2017-09-24
 

sábado, 23 de setembro de 2017

Rostos de Torgas




Rostos de Torgas


Nascidos em terra dura de granitos,
de cima olhando longe, nos rostos densos de Torgas
há sempre afloramentos de sorrisos...


José Rodrigues Dias, 2017-09-21

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Dias de Equinócio de Outono




Dias de Equinócio de Outono


Vai descendo 
cada dia, do Sol; cada noite, da Lua,
vai subindo...

Vai descendo
por aqui o frio; o medo pelo mundo
vai subindo...

Pontos de equilíbrio
em permanente movimento,
claro o desequilíbrio...


José Rodrigues Dias, 2017-09-22

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Diz-me o caminho…




Diz-me o caminho… 


Estou perdido,
diz-me o caminho, por onde é,
não vês que estou tão perdido?!…
Ontem eu sabia onde estava,
para onde ia, o que me esperava,
os caminhos, os carreiros,
as luas,
conhecia os deuses…
Não vês, agora não sei o que aconteceu,
o que me adormeceu de ontem para hoje
que aqui estou tão perdido e só,
só com os perdidos como eu,

entre novos deuses que não sei quem são
e como assim da noite
sombrios e distantes vieram da escuridão…
Estou perdido, sem luz,
não vês?!…

Diz-me tu o caminho,
estou com medo, por onde devo ir,
por onde faça sentido…

2012-02-01


José Rodrigues Dias, Poemas daquém e dalém-mar
pp 170-171, Ed. Forinfor, 2016.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Descanso




Descanso 


Descanso,
no labirinto das palavras
já perdido...


José Rodrigues Dias, 2017-09-20

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Homem, o Templo e a síntese dos dias




O Homem, o Templo e a síntese dos dias


Ontem, um dia de sombras!
Hoje, um dia de luz!
O Homem, síntese dos dias...

Do negro
ao claro, mosaico a mosaico,
o Templo...


José Rodrigues Dias, 2017-09-19

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Outono




O Outono


Nas árvores de bagas cheias, as sementes
prontas para ser futuro noutro ponto, em outro lado.
Chega o Outono e o vento para as semear...


José Rodrigues Dias, 2017-09-18

domingo, 17 de setembro de 2017

Parede, sinais do tempo




Parede, sinais do tempo 


Em arco de ogiva
a mão de mestre pedreiro
em parede antiga...

Outra mão o tapou
e depois outra uma porta e uma janela
para a rua as abriu...

Uma outra mão
a porta e a janela dentro do arco
depois as tapou...

Então, uma mão de pintor tudo abriu
na parece branca de cal, de casa quente,
em traço de ocre vivo sem nada abrir...


 José Rodrigues Dias, 2017-09-17

sábado, 16 de setembro de 2017

Catedral de Évora





Catedral de Évora


O Sol ainda a sul, o céu muito azul, entrada a poente,
mão de mestres em pedra sobre pedra, as angulares bem talhadas,
o homem, pequeno, e a Catedral de Évora, imponente!


José Rodrigues Dias, 2017-09-16